domingo, 27 de setembro de 2009

"...make him express how he feels..."

Depois de um tempinho sem aparecer por aqui, cá estou. Não que eu não tenha tido vontade de postar antes, muito pelo contrário. Cheguei a abrir a página de novas postagens por diversas vezes esses dias, mas simplesmente não conseguia pensar em nada. Nadinha mesmo. Foi uma semana dificil. Fiquei extramamente nostálgico: sentindo falta dos amigos, da família e de casa. Também me senti bem sozinho, meio perdido. Realmente, foi foda. Agora, me parece que essa coisa sentimentalista passou. Espero que sim. Enfim, precisava comentar isso aqui rs. Agora, outra coisa que eu preciso dizer é que estreou finalmente a sexta temporada de Grey's Anatomy, em uma season premiere com episódio duplo \o/ rs. E já começou bem Grey's mesmo, cheio de reflexões e análises. Os episódios foram sobre como as pessoas reagem de maneira diferente a uma mesma situação; como a mesma circunstância gera consequências completamente diferentes em cada um. E se pararmos pra pensar, é bem verdade isso sim. Faz parte da nossa individualidade. Uns choram mais, outros riem, outros ainda, permanecem indiferentes; o que não significa que a intensidade do sentimento seja maior ou menor naquele que se debulha em lágrimas perante uma situação triste, que naquele que permanece aparentemente frio e indiferente, por exemplo; apenas as reações são diferentes...Eu costumo ser frequentemente chamado de frio. Até eu mesmo me acho uma pessoa fria as vezes. O que, obviamente, não significa que eu não sinta. Apenas não demonstro o que sinto, é diferente. E isso me leva de volta ao início do post, quando contei da minha semana down. Acho que ficar longe do que me é mais importante e querido está me amolecendo rs. Mas, o motivo é bem justo: adoro o que estou fazendo aqui, e mais ainda o que irei me tornar quando terminar, enfim.
Ah, há uns dias eu assisti ao filme As Horas, e desde então estou com uma vontade doida de ler qualquer coisa da Virgínia Woolf, ela me pareceu uma mulher fascinante. Especialmente Mrs. Dalloway, mas me contentaria com qualquer outro título assinado por ela. Já está na minha lista, que está longa, diga-se de passagem. Atualmente, leio O Nome da Rosa, de Umberto Eco; é simplesmente fantástico. Mas um outro dia discorro sobre isso, porque por agora, já deu.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"I think I'll find another way..."



'Just let it go'. Assistindo à Private Practice (que no momento tem sido o que preenche minhas poucas horas livres, enquanto espero pela sexta temporada de Grey's) me prendi a essa frase. Na verdade teve um episódio todinho só baseado nisso; uma coisa meio que "desapegue" sabe ? Eu parei pra pensar, e também cheguei a conclusão de que quando não há mais o que fazer, o melhor é deixar passar. Ficar em cima de questões insolúveis, ou se arrependendo de coisas que já foram feitas, é muito desgastante. Desperdício de energia. Energia essa, que poderia estar sendo empregada em outros feitos dos quais não nos arrependeríamos, ou então na resolução de problemas que estão ao nosso alcance. Mas é claro que é difícil deixar certas coisas irem. Eu pelo menos sou péssimo nisso. Sou mestre em remoer, repensar e arrepender. Mes-tre. É mais forte que eu, sorry. Quando digo que é desgastante, o faço por experiência própria. Agora, tem gente que não está nem ai, como o Garfield (sim, pra mim ele é como se fosse gente tá ? rs). Simplesmente, depois de certo ponto, não é mais problema dele e pronto. Já era. Deve ser mais fácil viver assim né. Só se preocupando com o que realmente é preocupante, com o que realmente se deve preocupar. Deve agilizar as soluções. Enfim, just let it go.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

"How can life be what you want it to be ? "

“As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamente pode apodrecer."

Passei o dia com a Clarice na cabeça. Não sei se já disse por aqui, mas sou um profundo admirador dela; acho genial a maneira como ela desvenda a alma humana, a maneira como ela vai lá no fundo e traz à tona pensamentos e sentimentos que ficam escondidos nos lugares mais obscuros da gente. Esse trecho é de A hora da estrela, aquele da Macabéa. Se você ainda não leu, por favor, leia. Faça essa boa ação pra você mesmo, vai valer a pena, garanto. Mas enfim, voltando ao trecho... Quando digo que Clarice vai ao fundo buscar aqueles pensamentos e medos que todos temos, apenas não admitimos, é por causa de trechos como esse. Quem nunca teve medo, naqueles momentos de maior empolgação, de maior euforia, ao simplesmente imaginar que o motivo de tudo aquilo pudesse acabar ? Bom, talvez tenha alguém que nunca nem tenha tido um momento assim, enfim...rs. O fato é que mais uma vez ela tem razão: o que amadurece plenamente pode apodrecer. E certamente irá. Super clichê dizer que nada dura pra sempre, mas fazer o que ? É a verdade... Alguns dizem que ela é melancólica demais, saudosista demais, pessimista demais. Eu não acho. Repito, é apenas a verdade.
Nossa, fiz uma super propaganda né ? Rs. É que ao meu ver, o que é bom tem que ser divulgado, já que vivemos cercados por coisas ruins, quando muito, medíocres. E por fim, mais um trechinho desse livro, mais um pouquinho de Clarice Lispector ;)

“Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou. “