
Bom, Dr. Felício me disse esses dias sobre ter um dia de cão. Que todos os temos às vezes. Que podem se tornar dias, no plural. Ou pra alguns mais sortudos, uma semana inteira. Acontece; mesmo que seja com uma frequência absurda ha ha.
Depois de mais um longo tempo sem escrever nada, volto para exteriorizar de algum modo uma avalanche de sentimentos pelos quais eu venho passando, e os quais vem me soterrando em grande parte das vezes. Começando pelo stress de um período interminável na faculdade. Massacrante, sem eufemismos. Junte a isso um golpe duríssimo em uma já fragilizada auto-estima e um coração masoquista que insiste em dar atenção prioritária a quem o trata como menos que uma opção. Fora alguns outros detalhes, juntando tudo isso, tem-se uma idéia do que eu tenho sido nesses últimos dias. Dramático né ? Sim, eu amo um drama, amooo. É inevitável. Talvez isso nem seja um problema, enfim. A questão é que foram (estão sendo ?) dias difíceis. Dias em que eu talvez tenha colocado em xeque sentimentos sentidos por mim e em relação a mim. Por sorte, eles continuam de pé. Pelo menos a maioria deles. E não é nada boa a sensação de ter seu chão abalado, suas estruturas torcidas; sentir que algo que vem sendo construído há tempos pode estar desabando. Acho que agora que o pior já passou, posso dizer que tudo isso não passou realmente de uma impressão assustadora; que o chão era mais forte do que se pensava e as estruturas mais profundas do que achávamos. Mas isso tudo não quer dizer que não esteja doendo ainda. Dor é uma palavra muito adequada, porque muita coisa de tudo o que aconteceu doeu mesmo, fisicamente falando. Uma dor chata, intensa, realmente doída. E a pior parte foi doer sozinho, praticamente calado. Agora, começo a ver que talvez não valesse a pena. Como se fosse fácil assim decidir o que pode ou não doer, o que pode ou não nos afetar; não é. Enfim, depois de vários e vários dias de cão, inclusive e especialmente o de hoje, espero que as coisas melhorem. Elas precisamm melhorar ! Rs. Enquanto isso vou seguindo né ? Fazer o que, acontece...

Dias de cão existem.A vida não é dura, mas a vida não é fácil, depende do que você faz com ela.
ResponderExcluirE sim, nos subestimamos, supreedemo-nos ao perceber que o chão é mais rígido do que julgávamos ser. Quanto à questão do ''drama em sua vida'': aprendi a não julgar os sentimentos dos outros;cada um, e apenas este, sabe o que sente, sente o que sente... o que se julga bom, ruim, péssimo ou mortal, apenas quem passa pela peleja é que sabe. É a questão da vulnerabilidade; cada um com a qual de seu nível. Se ela evolui, se desenvolve na formação da personalidade e permanece imoldável, não sei... mas acho que podemos nos adaptar aos nossos limites.
E não preciso dizer que a dor compartilhado com quem se tem apreço se abranda. Saiba e sinta, para não escolher desmerecedores de sua confiança. Compartilhe. Desabafe. Chore. Defenestre. Se valorize, mesmo quando, e principalmente quando, se sente reles. Não guarde para si as lástimas da vida, não monte uma bomba relógio dentro de você.
Bons momentos virão, tanto quanto tormentas, é a vida, basta saber vivê-la(e infelizmente apanhamos bastante até conseguir);
Beijos;